Trago análises e opiniões sobre o funcionamento do sistema político e as possíveis soluções para acabar com a impunidade e a falta de ética na vida pública.
Eu acredito que a transparência é a chave para uma democracia saudável e que, ao divulgar informações sobre as irregularidades cometidas pelos políticos brasileiros, estamos confiantes para a construção de uma sociedade mais justa e honesta. E-mail: querovotardenovo@gmail.com
Brasília já viu muita coisa, mas poucas cenas são tão reveladoras quanto quando um presidente perde a paciência com um ministro do Supremo. E foi exatamente isso que aconteceu quando Lula, em um daqueles momentos em que o filtro político evapora, resolveu disparar críticas públicas contra Dias Toffoli.
O estopim? As decisões de Toffoli que, nos bastidores, vinham irritando o Planalto — especialmente aquelas que soavam como freios, revisões ou recuos em temas que o governo considerava estratégicos. Lula, que nunca foi de esconder incômodos, deixou escapar o que muitos no governo cochichavam: que Toffoli estaria “atrapalhando”, “criando ruído” e, pior, “dando munição para quem quer ver o governo sangrar”.
O tom foi tão direto que pegou até aliados de surpresa. Porque Lula, quando resolve ser ácido, não precisa levantar a voz — basta escolher as palavras certas. E ele escolheu. Falou de decisões “incompreensíveis”, de “movimentos que não ajudam o país”, e deixou no ar a sensação de que Toffoli estaria mais preocupado com sua própria biografia do que com a estabilidade institucional.
Nos corredores do STF, o recado caiu como um trovão. Ministros comentaram, em voz baixa, que Lula “passou do ponto”. Outros acharam que ele apenas disse o que muitos pensam, mas não ousam verbalizar. Afinal, Toffoli vinha acumulando decisões que deixavam o cenário político mais nebuloso do que já estava — e nebulosidade, em Brasília, sempre tem dono.
O mais irônico é que Lula e Toffoli já foram aliados próximos. Já trocaram afagos públicos, elogios, gestos de confiança. Mas política é terreno movediço: basta um passo em falso, uma decisão mal recebida, e o clima muda. E mudou.
O episódio expôs algo que ninguém admite oficialmente, mas todo mundo sabe: o STF e o Planalto vivem uma relação de dependência mútua, mas recheada de desconfiança. E quando um lado resolve falar mais alto, o outro escuta — mesmo fingindo que não.
No fim, o que ficou foi a imagem de um presidente cansado de engolir sapos e de um ministro que, goste-se ou não, aprendeu a se mover como peça autônoma dentro do tabuleiro. E Brasília, como sempre, assiste tudo com aquele sorriso torto de quem sabe que a novela está longe de acabar.
Brasília amanheceu em alerta. Não por causa de alguma ameaça externa, mas porque o Supremo Tribunal Federal decidiu mirar seus próprios reflexos. O ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito das fake news, abriu mais uma frente de investigação — desta vez, contra servidores públicos suspeitos de violar dados fiscais de ministros da Corte e seus familiares.
A operação, autorizada por Moraes, foi rápida e implacável: busca e apreensão, tornozeleiras eletrônicas, passaportes retidos, afastamento das funções públicas. Tudo isso contra quatro servidores da Receita Federal e do Serpro, acusados de acessar ilegalmente informações sigilosas. Entre os alvos, dados da esposa de Moraes, do filho de Luiz Fux e de uma ex-enteada de Gilmar Mendes.
Mas o que chama atenção não é só o conteúdo — é o método.
Moraes agiu de ofício, sem provocação formal da PGR ou da PF. A justificativa? O inquérito das fake news, aquele mesmo que já virou um guarda-chuva para tudo que incomoda o Supremo. A Corte, que deveria ser o bastião da legalidade, agora se vê em um dilema: como exigir respeito ao devido processo legal quando ela mesma decide atropelar os ritos?
Ministros do STF estão divididos. Alguns acham que Moraes exagerou. Outros, que ele fez o que precisava. Mas ninguém ousa dizer em público que o Judiciário não pode ser vítima, investigador e julgador ao mesmo tempo. Porque, no Brasil, criticar o Supremo virou esporte de alto risco.
O presidente da Unafisco, Kléber Cabral, ousou. Disse que hoje é mais seguro fiscalizar membros do PCC do que autoridades da República. Resultado? Foi intimado por Moraes para depor na PF. Porque aqui, quem fala demais não é ouvido — é investigado.
Enquanto isso, a Receita Federal corre para mostrar serviço, prometendo auditorias e rastreamentos. Mas o estrago já está feito. O vazamento virou munição política, e a reação do Supremo, um espetáculo de força institucional que mais parece tentativa de blindagem pessoal.
No fim das contas, o que se vê é um tribunal que se incomoda mais com quem revela do que com o que foi revelado. Um Judiciário que se fecha em torno de si mesmo, como se a transparência fosse ameaça e não virtude.
E assim seguimos: com ministros que investigam seus próprios casos, servidores com tornozeleira por acessar sistemas, e um país que assiste tudo em silêncio, tentando entender se ainda existe alguma linha entre justiça e poder.
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Chegou a solução para os homens de bom gosto!
Combo Barba e Cabelo: Kit Barbeiro, Escova e Aparador de Brinde
O Brasil assiste, mais uma vez, à instrumentalização da dor
humana como moeda de troca no tabuleiro da política. A omissão dos ex-presidentes
da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, e do Senado Federal, Rodrigo Pacheco,
diante da pauta da anistia aos presos do 8 de janeiro expôs um jogo frio e
calculista, onde interesses eleitorais se sobrepõem à dignidade humana e aos
pilares do Estado Democrático de Direito.
Ambos foram eleitos com o compromisso de proteger a
Constituição, a Justiça e a liberdade de expressão. No entanto, encerraram seus
mandatos sem ao menos pautar a discussão da anistia para os presos, muitos dos quais ainda
aguardavam julgamento, muitos deles sem provas individualizadas de envolvimento
direto nos atos de vandalismo.
A anistia tornou-se, na prática, uma chantagem eleitoral. O
tema é manipulado por diferentes espectros políticos: da direita, que a
reivindica ostensivamente, à esquerda, que historicamente se beneficiou da
anistia, mas hoje a evita ou silencia. O resultado é o mesmo: um Congresso
paralisado, onde a justiça é procrastinada e usada como ferramenta de
conveniência.
Enquanto isso, os familiares dos presos — muitos dos quais
jamais foram flagrados em atos de depredação — tornaram-se reféns emocionais,
figurando como peças sacrificáveis em estratégias de poder e reeleição.
A substituição de Lira e Pacheco ao final de seus mandatos, elegeram nas articulações Hugo
Motta e Davi Alcolumbre com suposto apoio que apenas deslocou o epicentro da manipulação: nenhuma
mudança concreta ocorreu, apenas novos atores assumiram o controle do impasse.
A inércia do Congresso diante do Supremo Tribunal Federal
evidencia uma inversão preocupante de papéis institucionais. Parlamentares que
deveriam legislar com independência rendem-se à pressão da Corte. A pauta da
anistia parece paralisada não por convicções jurídicas, mas por medo — medo de
represálias, de investigações ou de perda de capital político.
Cada pronunciamento em defesa dos "injustiçados"
do 8 de janeiro esconde um cálculo: manter o tema quente o bastante para render
votos, mas jamais resolvê-lo de forma definitiva. Essa ambiguidade estratégica
mantém a pauta em suspensão, útil como combustível de discursos inflamados, mas
descartável na prática.
A seletividade da justiça é evidente. Enquanto vários presos
políticos aguardam julgamento sem provas concretas de participação ativa,
criminosos do colarinho branco e figuras historicamente ligadas à violência
armada foram beneficiados por perdões, habeas corpus e progressões de regime.
Casos como o de Sérgio Cabral, condenado a 425 anos de
prisão e libertado após seis anos, contrastam com o rigor aplicado aos réus do
8 de janeiro. A incoerência se aprofunda ao lembrarmos de ativistas armados da
ditadura que participaram de sequestros e ações violentas — como o caso do
embaixador americano Charles Elbrick em 1969 — e que, após a anistia, foram
indenizados e celebrados como heróis nacionais.
A própria Lei da Anistia (Lei nº 6.683/1979), sancionada por
um general — João Figueiredo — concedeu perdão a crimes cometidos tanto por
opositores do regime quanto por agentes do Estado. Muitos dos que hoje se opõem
à anistia foram, direta ou indiretamente, seus beneficiários.
Ex-políticos e artistas beneficiados:
Lula – Atuação sindical durante a ditadura contribuiu para o
ambiente que permitiu sua ascensão política.
José Dirceu – Exilado em Cuba, retornou com a anistia.
Fernando Gabeira – Participou do sequestro de Elbrick,
retornou como jornalista e deputado.
José Genoíno – Guerrilheiro do Araguaia, preso e depois
eleito deputado.
Gilberto Gil, Caetano Veloso, Chico Buarque, Paulo Freire –
Censurados e/ou exilados, voltaram à cena nacional com a redemocratização.
Entre os anos 1990 e 2000, muitos anistiados passaram a
receber indenizações e pensões vitalícias. Segundo o Correio Braziliense, desde
2003, o governo federal já desembolsou mais de R$ 3 bilhões em reparações.
Enquanto ignora as petições populares por anistia e justiça,
o Congresso prioriza votações inócuas: “Dia Nacional do Amor-próprio”, “Dia do
Rodeio”, “Semana da Educação Física” e homenagens vazias que nada impactam
saúde, segurança ou educação.
A cada dia, fica mais evidente a desconexão entre os
representantes eleitos e os interesses reais da população. A omissão
legislativa é não apenas institucional — é estratégica. O silêncio não é
omissão: é cálculo.
A cada dia de inação, a anistia vai se transformando em uma
ferramenta de manipulação da opinião pública. Não se trata de defender
depredações ou atos antidemocráticos, mas de assegurar que todo cidadão,
culpado ou inocente, seja julgado com base em provas, individualização de
conduta e respeito ao devido processo legal.
É legítimo debater os limites da anistia. É essencial punir
os responsáveis pelos danos. Mas é inaceitável que, num país onde estupradores,
corruptos e traficantes obtêm habeas corpus, presos políticos sem condenação
definitiva continuem encarcerados como exemplo, intimidação ou munição
eleitoral.
Se o Congresso teme o STF, que o diga. Se foge da pauta por
medo, que admita. O que não é mais aceitável é fingir neutralidade enquanto
lucra com o sofrimento humano.
A democracia não pode ser seletiva. O perdão não pode ser
moeda de chantagem. E a justiça não pode servir de espetáculo.
Enquanto presos forem usados como troféus ou trampolins
eleitorais, não haverá justiça — apenas encenação. E num país onde a encenação
vale mais que a lei, todos estamos em risco.
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O que diz o artigo 220 da Constituição?
§ 1º Nenhuma lei conterá dispositivo que possa constituir embaraço à plena liberdade de informação jornalística em qualquer veículo de comunicação social, observado o disposto no art. 5º, IV, V, X, XIII e XIV. § 2º É vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística.
A sessão da Comissão de Infraestrutura do Senado nesta terça-feira (27 de maio de 2025) transformou-se em um palco de tensão e desrespeito. A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, foi alvo de ataques verbais por parte de senadores, culminando em sua saída antecipada da audiência.
Convidada para discutir a criação de unidades de conservação marinha na região Norte, Marina Silva enfrentou críticas contundentes. O senador Plínio Valério (PSDB-AM) afirmou que "a mulher merece respeito, a ministra não", recusando-se a pedir desculpas após a ministra expressar indignação. Este episódio levou Marina a se retirar da sessão, declarando que não poderia permanecer diante de tamanha falta de respeito.
Durante a audiência, Marina também foi interrompida pelo presidente da comissão, senador Marcos Rogério (PL-RO), que a mandou "se pôr no seu lugar". A ministra respondeu: "O senhor gostaria que eu fosse uma mulher submissa. Eu não sou".
A atitude dos senadores gerou reações imediatas. Parlamentares e membros do governo manifestaram apoio à ministra. A senadora Eliziane Gama (PSD-MA) acusou o presidente da comissão de machismo, enquanto o líder do PT no Senado, Rogério Carvalho (SE), defendeu Marina, apoiando sua decisão de deixar a audiência.
O episódio evidencia a necessidade urgente de promover um ambiente de respeito e civilidade no debate político brasileiro. A ministra Marina Silva, ao se retirar da sessão, destacou a importância de manter a dignidade no exercício de suas funções. Este incidente serve como um alerta para a sociedade sobre os desafios enfrentados por mulheres em posições de liderança e a importância de combater atitudes misóginas e desrespeitosas no cenário político.
Análise:
O que se viu hoje na Comissão de Infraestrutura do Senado foi um espetáculo lamentável, indigno da gravidade dos temas que estavam em pauta e do cargo que cada um dos presentes ocupa. A Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, foi alvo de duras críticas — algumas legítimas, outras claramente pautadas por oportunismo político — mas o que mais saltou aos olhos não foi apenas a contundência dos questionamentos, e sim a total incapacidade da ministra em respondê-los de forma satisfatória.
Marina Silva, figura histórica da política ambiental brasileira, demonstrou um despreparo alarmante diante das perguntas que exigiam clareza sobre investimentos, impactos regulatórios e gargalos nas obras de infraestrutura. Fugiu dos dados, tergiversou sobre metas, e limitou-se a discursos vagos sobre sustentabilidade e proteção ambiental. Não é com retórica que se resolve o nó entre desenvolvimento e preservação; é com competência técnica, visão de Estado e coragem de se comprometer com soluções práticas.
Mas não se pode falar apenas da ministra sem apontar o dedo também para a triste performance dos senadores. Muitos deles, escudados em sua autoridade parlamentar, ultrapassaram o limite da crítica política e partiram para agressões pessoais, interrupções desrespeitosas e até mesmo ironias ofensivas. Não se trata de proteger Marina Silva da cobrança — ela ocupa um cargo que exige prestação de contas — mas de reconhecer que o tratamento que recebeu em alguns momentos revela o nível rasteiro a que chegou o debate público no Brasil.
O episódio de hoje expõe uma ferida aberta: a total falência do ambiente político como espaço de diálogo construtivo. O governo, por sua vez, parece incapaz de articular respostas coordenadas e coerentes. Seus ministros falam em códigos ideológicos, ignoram a realidade concreta da população e não oferecem soluções palpáveis para os entraves ao progresso do país. A oposição, em vez de agir como força fiscalizadora responsável, se comporta como torcida organizada, mais interessada em criar clipes virais do que em propor algo útil.
O Brasil vive uma estagnação crônica em sua infraestrutura, sua produtividade e sua governança. E enquanto os representantes do povo transformam comissões parlamentares em arenas de vaidade e ofensa, quem perde é o cidadão que precisa de estradas, energia, saneamento, emprego e dignidade. A cena de hoje foi mais uma prova de que, do jeito que está, ninguém ali parece preparado para levar o país adiante. O Brasil está parado — e seus líderes, perdidos em discursos e brigas de ego.
Em um movimento que escancara a tendência autoritária do governo atual, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu publicamente ter solicitado ao regime chinês orientações sobre como censurar redes sociais, especialmente o TikTok. A declaração, feita durante uma entrevista coletiva, confirmou os piores temores de quem já enxergava no discurso oficial um desejo velado de controlar a internet e silenciar opositores.
O episódio, que se desenrolou durante uma visita diplomática à China, protagonizada por Lula e a primeira-dama Janja da Silva, rapidamente evoluiu de um constrangimento protocolar para uma grave crise política e diplomática. Janja, em reunião com o presidente Xi Jinping, criticou abertamente o TikTok por seus supostos “efeitos nocivos” – uma atitude considerada imprudente, inapropriada e extremamente preocupante do ponto de vista democrático.
Censura Escancarada com Selo Chinês
Longe de se retratar, Lula assumiu o conteúdo da fala da esposa e foi além: confirmou que pediu ajuda ao ditador chinês para trazer ao Brasil especialistas capazes de orientar o governo em práticas de “regulamentação” das redes sociais. Em linguagem direta: o governo brasileiro está buscando inspiração na censura digital da China para impor restrições à liberdade de expressão no Brasil.
O fato, por si só, é alarmante. O presidente de uma nação democrática recorre a um dos regimes mais repressivos do planeta em busca de um modelo para controlar o discurso digital. A justificativa oficial, de “proteger a sociedade”, soa cada vez mais como um pretexto para sufocar críticas e calar opositores, sobretudo da direita.
A Atuação Questionável de Janja
A postura da primeira-dama, que não tem cargo institucional, acendeu ainda mais o alerta. Sua fala pública sobre os “perigos do TikTok” durante uma missão diplomática fragilizou a imagem do Brasil no exterior e deixou clara sua influência indevida em decisões estratégicas do governo. O jornalista Gerson Camarotti classificou sua participação como “irresponsável” e prejudicial à diplomacia brasileira.
Lula tentou contornar o escândalo alegando que Janja agiu “em defesa dos interesses nacionais”, mas, ao fazer isso, confirmou que sua atuação fazia parte de um plano maior. O que deveria ser uma viagem diplomática tornou-se um teatro de improvisos, vaidades e intenções autoritárias.
Vazamentos Revelam a Gravidade
A situação se agravou ainda mais com o vazamento de trechos de conversas reservadas entre Janja e Xi Jinping. Os registros apontam para um pedido explícito de censura ao TikTok, o que causou desconforto até mesmo entre membros do governo. Em vez de esclarecer os fatos ou rever sua posição, Lula se disse “incomodado” com o vazamento — sinal de que a prioridade do governo não é a transparência, mas o controle da narrativa.
Repercussão Internacional e Desgaste Interno
A aproximação de Lula com métodos chineses de censura digital provocou reações negativas dentro e fora do Brasil. O ex-presidente Jair Bolsonaro e diversos líderes da oposição denunciaram o episódio como uma ameaça real à democracia. Analistas alertam que a credibilidade do país entre as democracias ocidentais pode estar sendo comprometida, especialmente se persistir a tentativa de importar práticas autoritárias sob o pretexto de “regulamentação”.
A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, tentou minimizar a crise atacando os críticos e acusando-os de defender "censura e autoritarismo" — uma inversão retórica que apenas aprofunda a polarização e mascara o real problema: o governo Lula está buscando meios de calar a oposição, com inspiração direta de um regime ditatorial.
Democracia em Risco
O que este episódio revela com absoluta clareza é a fragilidade do governo Lula diante das críticas e sua disposição de recorrer a qualquer meio para controlar o debate público — inclusive importar modelos de repressão da China. O entrelaçamento entre censura, diplomacia desastrada e ingerência da primeira-dama na política pública digital representa um alerta grave à sociedade brasileira.
Este não é um caso isolado de deslize político. É um sinal inequívoco de que a liberdade digital está sob ataque, e de que há uma articulação em curso para silenciar vozes dissidentes, principalmente nas redes sociais, onde a oposição tem ganhado força. A tentativa de censurar o TikTok é apenas a ponta do iceberg.
O Brasil precisa decidir: vai trilhar o caminho da liberdade, da transparência e da democracia, ou vai aceitar calado a construção de um aparato estatal de controle social disfarçado de "regulamentação"?
A sociedade civil, a imprensa livre e as instituições democráticas precisam reagir com firmeza. O futuro da liberdade de expressão no Brasil — e, com ela, da própria democracia — está em jogo.
O ex-presidente Jair Bolsonaro voltou a ser o centro das atenções ao publicar um vídeo em suas redes sociais que mostra um momento delicado de sua recuperação na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). No vídeo, Bolsonaro é visto recebendo uma intimação, um episódio que gerou reações diversas entre seus apoiadores e críticos.
O Contexto da Intimação
Bolsonaro, que se recupera de complicações de saúde, teve sua intimidação registrada em um momento em que muitos esperavam vê-lo focado na recuperação. A intimação, que foi parte de um processo judicial em andamento, levanta questões sobre a continuidade de sua trajetória política e as implicações legais que enfrenta.
Reações nas Redes Sociais
O vídeo rapidamente se tornou viral, com milhares de visualizações e comentários. Os apoiadores de Bolsonaro expressaram solidariedade, enquanto críticos aproveitaram para questionar a legitimidade de seu comportamento e as circunstâncias de sua intimação. A polarização nas redes sociais reflete o clima tenso da política brasileira, onde cada movimento de figuras proeminentes é amplamente analisado e debatido.
Implicações Políticas
Analistas políticos apontam que a intimação pode afetar não apenas a imagem de Bolsonaro, mas também sua influência no cenário político atual. Com as eleições se aproximando, a recuperação do ex-presidente e a resolução de suas questões legais serão cruciais para sua estratégia política futura.
O vídeo de Jair Bolsonaro na UTI é um lembrete poderoso dos desafios pessoais e políticos que ele enfrenta. À medida que a situação se desenrola, tanto seus apoiadores quanto opositores estarão atentos aos próximos passos do ex-presidente, que continua a ser uma figura polarizadora no Brasil.
Segundo juristas, o Art. 244 do Código de Processo Civil (CPC) brasileiro estabelece que a citação, em determinadas circunstâncias, pode ser dispensada para proteger direitos, especialmente em situações de urgência. O inciso IV menciona especificamente que a citação não será realizada quando a parte estiver doente, enquanto grave o seu estado, exceto para evitar o perecimento do direito.
Interpretação do Art. 244, IV
Proteção aos Direitos: O dispositivo visa proteger a parte doente de um processo judicial que poderia agravar sua condição de saúde. A intenção é garantir que o sistema judiciário não cause mais sofrimento a quem já está em uma situação vulnerável.
Evitar o Perecimento do Direito: A exceção à regra da não citação é crucial. Se o direito da parte estiver em risco de perecer (ou seja, de se extinguir), a citação deve ser realizada, mesmo que a parte esteja gravemente doente. Isso demonstra a necessidade de um equilíbrio entre a proteção da saúde e a preservação dos direitos.
Falha do Supremo Tribunal Federal (STF)
A falha do STF em expedir mandatos que garantam a aplicação desse artigo pode ser analisada sob diferentes prismas:
Desconsideração da Saúde: Ao não considerar a gravidade do estado de saúde de uma parte ao expedir mandados de citação, o STF pode estar desrespeitando o princípio da dignidade da pessoa humana, que é fundamental na Constituição Brasileira. A saúde deve ser uma prioridade, e a citação em situações de doença grave pode ser vista como uma violação desse princípio.
Impacto na Justiça: A falta de atenção a esse aspecto pode levar a injustiças, onde indivíduos em estado crítico são forçados a lidar com questões judiciais, o que pode agravar sua condição de saúde e prejudicar seu bem-estar.
Precedente Perigoso: A não aplicação do artigo 244 pode criar um precedente perigoso, onde a saúde dos indivíduos não é considerada nas decisões judiciais. Isso pode afetar a confiança da população no sistema judiciário, levando a uma percepção de que a justiça não é sensível às necessidades humanas.
O ex-presidente da República Jair Bolsonaro foi submetido neste sábado (13) a uma cirurgia de grande porte no Hospital DF Star, em Brasília. De acordo com boletim médico divulgado na manhã deste domingo, o procedimento teve duração de 12 horas e transcorreu sem intercorrências.
Segundo a equipe médica responsável, a operação consistiu em uma extensa lise de aderências — técnica cirúrgica usada para remover tecidos cicatriciais que aderem órgãos internamente — e na reconstrução da parede abdominal. A intervenção foi necessária devido a uma obstrução intestinal causada por uma dobra no intestino delgado, que dificultava o trânsito intestinal e foi corrigida durante o procedimento.
O ex-presidente está atualmente internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde permanece clinicamente estável, sem dor e recebendo suporte clínico e nutricional, além de cuidados para a prevenção de infecções.
Ainda de acordo com o comunicado assinado por seis profissionais do corpo clínico, não houve necessidade de transfusão de sangue durante a cirurgia. Bolsonaro está sob os cuidados do cirurgião Cláudio Birolini, chefe da equipe, e dos cardiologistas Leandro Echenique, Ricardo Camarinha e Brasil Caiado. Também assinam a nota os diretores médico e geral do hospital, Guilherme Meyer e Allisson Barcelos Borges, respectivamente.
O ex-presidente tem um histórico de complicações intestinais desde o atentado à faca que sofreu durante a campanha presidencial de 2018. Desde então, já passou por diversas cirurgias abdominais, sendo esta mais uma intervenção em decorrência de aderências formadas nos últimos anos.
Até o momento, a família do ex-presidente não se pronunciou oficialmente. Assessores próximos indicam que ele permanecerá sob observação intensiva nos próximos dias, com previsão de transferência para a enfermaria conforme a evolução clínica.
A equipe médica deve divulgar novos boletins nas próximas 24 horas.
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PRA VOCÊ QUE É NOSSO LEITOR UM PRESENTINHO ESPECIAL: