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quinta-feira, 14 de maio de 2026

Há quem interessa naturalizar o Estado de Exceção?

Painel exposto no CCSP 

Por: Claudia Souza

Interessa justamente àqueles que descobriram que governar pelo medo é mais eficiente do que governar pelo debate. Quando o cidadão começa a aceitar censura como “proteção”, perseguição política como “defesa da democracia” e abuso de autoridade como “necessidade institucional”, a liberdade deixa de ser um direito e passa a ser um privilégio concedido pelo poder.

O mais perigoso do Estado de Exceção não é quando ele chega com tanques nas ruas. É quando ele se instala silenciosamente, travestido de normalidade, enquanto parte da sociedade aplaude porque acredita que só atingirá “o outro lado”.

Hoje censuram jornalistas, parlamentares e cidadãos comuns em nome do combate à desinformação. Amanhã, qualquer opinião divergente poderá ser tratada como ameaça. A história mostra que toda vez que instituições passam a agir sem limites claros, a democracia enfraquece — mesmo quando o discurso oficial afirma exatamente o contrário.

A liberdade de expressão não existe apenas para opiniões confortáveis. Ela existe principalmente para proteger a discordância. E quando um país começa a se acostumar com medidas excepcionais permanentes, o risco não é apenas político. É civilizacional.

Democracia de verdade não teme críticas. Não precisa silenciar vozes. Não transforma adversários em inimigos do Estado.

#LiberdadeDeExpressão #EstadoDeExceção #Democracia #DireitaBrasil #ConstituiçãoFederal

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Há quem interessa naturalizar o Estado de Exceção?

Painel exposto no CCSP  Por: Claudia Souza Interessa justamente àqueles que descobriram que governar pelo medo é mais eficiente do que gover...