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| Painel exposto no CCSP |
Por: Claudia Souza
Interessa justamente àqueles que descobriram que governar pelo medo é mais eficiente do que governar pelo debate. Quando o cidadão começa a aceitar censura como “proteção”, perseguição política como “defesa da democracia” e abuso de autoridade como “necessidade institucional”, a liberdade deixa de ser um direito e passa a ser um privilégio concedido pelo poder.
O mais perigoso do Estado de Exceção não é quando ele chega com tanques nas ruas. É quando ele se instala silenciosamente, travestido de normalidade, enquanto parte da sociedade aplaude porque acredita que só atingirá “o outro lado”.
Hoje censuram jornalistas, parlamentares e cidadãos comuns em nome do combate à desinformação. Amanhã, qualquer opinião divergente poderá ser tratada como ameaça. A história mostra que toda vez que instituições passam a agir sem limites claros, a democracia enfraquece — mesmo quando o discurso oficial afirma exatamente o contrário.
A liberdade de expressão não existe apenas para opiniões confortáveis. Ela existe principalmente para proteger a discordância. E quando um país começa a se acostumar com medidas excepcionais permanentes, o risco não é apenas político. É civilizacional.
Democracia de verdade não teme críticas. Não precisa silenciar vozes. Não transforma adversários em inimigos do Estado.
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