Neste 7 de setembro de 2026, a Avenida Paulista foi novamente o principal palco das manifestações políticas da direita, marcadas por um forte tom de insatisfação com o Supremo Tribunal Federal (STF) e críticas ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os protestos ocorreram em meio a um acirramento da crise institucional envolvendo ministros da Corte.
Múltiplos Focos na Capital Paulista
Diferente de anos anteriores onde havia uma concentração única, a direita pulverizou suas manifestações na capital. A campanha do candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) convocou seus apoiadores para a Avenida Paulista às 15h, adotando as palavras de ordem "Fora Lula" e "Fora Moraes". O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também era esperado no evento.
Mais cedo, o candidato à presidência Romeu Zema (Novo) programou uma caminhada na Paulista às 9h20. Em comunicado, Zema declarou que a manifestação pertencia aos "indignados com esses intocáveis lá de Brasília".
Fora da Paulista, o candidato Renan Santos (Missão) reuniu-se com seus apoiadores no Obelisco do Ibirapuera, às 11h, também em protesto contra o STF. Durante seu discurso, Renan Santos pediu a saída dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, afirmando que o país precisa de uma "nova independência".
O Pano de Fundo: Tensão no STF
As mobilizações deste ano ganharam combustível extra com as recentes tensões no STF. Na semana que antecedeu o feriado, o ministro André Mendonça divulgou um relatório expondo supostas mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
O documento indicava que Vorcaro teria consultado Moraes sobre os riscos de ser preso antes da expedição de seu mandado de prisão, em novembro de 2025. O vazamento dessas informações resultou em um pedido de investigação de Moraes contra Mendonça por crime de responsabilidade e abuso de autoridade. Nos atos de hoje, André Mendonça foi frequentemente tratado como herói pelos manifestantes, chegando a ser representado por um boneco inflável.
Incidentes Isolados
Apesar do clima geral, houve registro de confusão nos arredores da Avenida Paulista. Antes do início dos atos principais da direita, a Polícia Militar utilizou bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo para dispersar um grupo. Relatos da PM indicaram que se tratava de um grupo de esquerda que tentava acessar a via.
Enquanto São Paulo concentrava as principais atenções, atos semelhantes miraram Moraes e Lula em pelo menos outras sete capitais brasileiras, incluindo Brasília e Belo Horizonte, consolidando o 7 de setembro, mais uma vez, como uma vitrine política significativa no ano eleitoral.
Cenas da contenção militar a manifestantes que tentavam invadir espaço da manifestação
da Direita na Paulista
